Rodrigo Borges de Barros[1]
A�A desapropriaA�A?o consiste num procedimento em que o Poder PA?blico, compulsoriamente, retira um bem imA?vel de alguA�m, por utilidade pA?blica ou interesse social devendo, desde que configurado o exercA�cio da funA�A?o social da propriedade, indenizar, A� vista e em dinheiro.
Encontra-se embasada na ConstituiA�A?o Federal de 1.988, artigo 182, A�A� 2A? e 3A?, in verbis: a�?Art. 182. A polA�tica de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder PA?blico municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funA�A�es sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. (…). A� 2A? – A propriedade urbana cumpre sua funA�A?o social quando atende A�s exigA?ncias fundamentais de ordenaA�A?o da cidade expressas no plano diretor. A� 3A? – As desapropriaA�A�es de imA?veis urbanos serA?o feitas com prA�via e justa indenizaA�A?o em dinheiro. (…).a�? Quando nA?o observada a funA�A?o social da propriedade, pelo proprietA?rio, a desapropriaA�A?o se torna uma sanA�A?o, sem pagamento A� vista e em tA�tulos da dA�vida pA?blica, previamente aprovados pelo Senado Federal, como determina o A� 4A?, inciso III do mesmo artigo constitucional: a�?(…).A� 4A? – A� facultado ao Poder PA?blico municipal, mediante lei especA�fica para A?rea incluA�da no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietA?rio do solo urbano nA?o edificado, subutilizado ou nA?o utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: (…). III – desapropriaA�A?o com pagamento mediante tA�tulos da dA�vida pA?blica de emissA?o previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de atA� dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenizaA�A?o e os juros legais.a�?
NA?o deve haver desapropriaA�A?o sem indenizaA�A?o, pois configuraria o empobrecimento de um, ou de alguns, em detrimento da sociedade. Caso verificada essa situaA�A?o preencheria a ofensa ao princA�pio da solidariedade social. A indenizaA�A?o deve manter A�ntegro o patrimA?nio do expropriado, cobrindo o prejuA�zo causado pelo desapossamento dos bens. De todas as modalidades de limitaA�A?o, a desapropriaA�A?o A� a A?nica modalidade que irA? importar na perda da propriedade. Por isso se diz que a desapropriaA�A?o A� a forma mais drA?stica de intervenA�A?o do Estado na propriedade privada. Em relaA�A?o A� AdministraA�A?o, A� uma forma de aquisiA�A?o da propriedade.
A desapropriaA�A?o A� um procedimento administrativo que exige sempre um fundamento legal para a sua realizaA�A?o. Praticamente todos os bens sA?o passA�veis de desapropriaA�A?o, seja bem mA?vel ou imA?vel, corpA?reo ou incorpA?reo, pA?blico ou privado. Pode-se desapropriar o espaA�o aA�reo, o subsolo, cessA?o de crA�ditos, obras e livros. Para isso, basta a existA?ncia de justificativa para tanto. NA?o sA?o passA�veis de desapropriaA�A?o os direitos da personalidade, autorais, imagem, vida e alimentos.
A�A�A�A�A�A�A�A�A�A�A� Carvalho Filho menciona que tem gerado dA?vidas a possibilidade de desapropriaA�A?o de bens inalienA?veis e opina no sentido de que a�?nada obsta a que sejam desapropriados, porque a inviabilidade de alienaA�A?o nA?o pode prevalecer diante do ius imperii do Estado. O que se exige, A� claro, A� que o motivo seja um daqueles previstos na lei expropriatA?riaa�?.
[1] Professor de Direito, sA?cio advogado do escritA?rio Barros & Nogueira Advogados (www.barrosenogueira.adv.br), e-mail: rodrigo@barrosenogueira.adv.br.
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